quarta-feira, 25 de maio de 2011

T.R.E. - Terapia Racional- Emotiva

Foi elaborada por Albert Ellis. Consiste em mostrar que circunstâncias externas não podem fazer com que as pessoas se sintam mal, baseia-se na idéia de que os pensamentos provocam o que sentimos. Geralmente se pensa que os sentimentos/emoções são reações automáticas a situações isoladas. Normalmen-te colocamos as reações e emoções desagradáveis como responsabilidade de si-tuações ou pessoas, Mas não são as situações e sim os pontos de vista de cada um que perturbam as pessoas.

Exemplo:

Cada pessoa reage de maneira diferente para o que vê. A crença que uma pessoa tem em relação a alguma coisa é que vai criar a reação emocional.

Uma pessoa é cutucada no elevador, fica com raiva, mas quando vê que se trata de um cego muda o sentimento e reação.

Uma mudança de idéias causou uma mudança nos sentimentos devido a processos inconscientes. As emoções(exceto as causadas por contato físico, drogas, hormônios) dependem do nosso ponto de vista. Sentimos da mesma maneira que pensamos. Há uma correspondência. Nossas ações geralmente(não em todos os casos), seguem nossos sentimentos.

PORTANTO: Pensar produz sentimentos que por sua vez dá origem a atos.

Pensamentos baseados em superstições levam a sentimentos e atos que causam problemas. Tais pensamentos quando são praticados por muito tempo, dão origem a emoções e comportamentos que geralmente são chamados de NEURÓTICOS. O objetivo do aconselhamento racional é de ensinar as pessoas a reconhecer o que é impreciso ou incorreto em sua maneira de pensar e de ajudá-la a alcançar uma visão mais realista de si mesma e do seu ambiente.

A terapia racional - emotiva é muito simples mas exige prática para que funcione, antes acreditava-se que acontecimentos geravam sentimentos e ações:

A B

Acontecimento Sentimento =

conseqüência

A T.R.E. nos diz que podemos escolher o modo de interpretar ou pensar, ou seja, as nossas crenças e convicções.

A ----------------------------------- B ---------------------------------- C

Acontecimento Crença Sentimento =

Conseqüências

no comportamento/ações

Vamos observar agora como fica este A-B-C da T.R.E:

A - Acontecimento: fato ou situação problemática que lhe está causando sentimentos perturbadores.

B - Crenças: o que se pensa. Como deveria ser a situação, ou que diz dela a si mesmo(egocentrismo)

C - Sentimentos: o que se sente da situação por causa da crença e como reage por causa dela.

Exemplo da T.R.E. da raiva:

Um adolescente foi abandonado pela namorada que arrumou outro. Ele ficou com raiva, deprimido e quis se matar. Quando o terapeuta lhe perguntou as opiniões sobre a situação, ele respondeu; “Não é justo que ela tenha feito isso, não agüento ser tratado assim, ela não tem o direito, depois de tudo o que eu fiz por ela. Gostaria de me vingar, voltar com ela e deixá-la na mão. Não consigo ficar bem, quem gosta de ser rejeitado. Sinto-me completamente sem valor.

O ABC fica assim:

A) FATO – fui rejeitado

B) PENSAMENTO – não agüento – ela não tem o direito – não deveria ser assim – quero me vingar – sou um rejeitado – não valho nada.

C) SENTIMENTOS – sinto-me deprimido, com raiva, que não presto, chorei, não comi, ameacei me matar, não fui à escola e briguei com meus pais.

Essas crenças acima exemplificam o pensamento irracional e levariam qualquer um que tenha convicções semelhantes a ficar bem perturbado. Como é complicado perceber que estas idéias são irracionais e baseadas mais na opinião do que em fatos.

Idéias que podem causar problemas:

Exageros pouco realistas: é terrível, é horrível, catastrófico

Cobranças, exigências: deve ser, não deve ser, tem que ser

O problema é o pensamento que está por trás

Acrescentando as outras letras: D-E-F-G temos:

D - Questionamento: auto - critica, desafio dos pensamentos perturbadores, as exigências: Quem disse que ele não tem o direito, ele não é minha propriedade; porque não deveria ser assim? Não é tão terrível assim. Porque as coisas tem que ser como eu quero que sejam?

E - Objetivos reais: o que gostaria de ver acontecer? O que se quer? Elaborar uma lista para orientar uma ação de mudança.

F - Opções construtivas: por meio das quais se alcançará seus objetivos. Fazer uma lista para escolher as mais possíveis de executar, as mais próximas de sua realidade.

G - Colocar em prática: selecionar uma opção e agir de acordo com ela.

Exemplo da T.R.E. do perfeccionismo:

O mecânico que cometia erros por esquecimento e se sentia inferior:

A) Fato - Cometeu um erro, esqueceu de trocar o óleo( provocou raiva no cliente e no chefe)

B) Pensamento – É horrível ter cometido um erro, não deveria ter feito isto fiz uma besteira, sou um idiota.

C) Sentimento – Mágoa, sensação de inferioridade desvalorização. O que passou pela cabeça dele: ”Meu Deus, esqueci do óleo, mais uma mancada, como pude esquecer de algo tão simples, sou um imbecil.”

A situação se resolve com o D:

D) Por que é tão horrível cometer um erro? Por que eu não deveria ter errado? Por que errar me torna um estúpido ou idiota?

A resposta lógica, sensata, racional é o E:

E) Não é tão horrível – é frustrante pois ninguém gosta de errar, mas não vamos fazer disso uma coisa horrível

É melhor que eu não erre, mas nada prova que eu não possa de jeito nenhum errar, afinal sou humano. Errar não faz de mim um idiota, só na minha cabeça. Eu acredito que se errar sou um imbecil, mas nada me torna isso. Em vez de me culpar, seria melhor usar a energia para se possível corrigir meus erros e estar mais atento.

OBS: Desistir de idéias irracionais pode ser difícil, pode parecer que o pensamento racional não funciona de forma alguma, que embora você desafie os terríveis e os tem que ser, você permanece com raiva, deprimido, ansioso, etc. Mas trata-se de superar hábitos de pensar errado e a tendência em si de pensar incorretamente. Com a prática você não vai ficar aborrecido por muito tempo

Elabore um honesto inventário no papel, procure junto com alguém avaliar situações passadas em que ele sentiu raiva, culpa, vergonha, ressentimento ( emoções básicas que mais incomodam) aprenda a se utilizar da TRE, com exercício torna-se automático.

RESUMINDO:

Sentimentos perturbadores vem de idéias perturbadoras;

Você permanece aborrecido porque repete para si mesmo idéias perturbadoras;

Esforço consciente e trabalho te ajudarão a superar essas idéias. Seu questionamento deverá ser constante, arrancando idéias irracionais pela raiz e substituindo-as por idéias racionais, construtivas e sensatas.

Facilitação

Comportamento que mesmo vindo com boas intenções protege o D.Q. das conseqüências do uso do químico contribuindo com a progressão da doença; exemplos:

01.- Negar: de que o uso da droga/álcool seja um problema primário, “Ele/ela não é um D.Q.”;

02.- Evitar: problemas ou confrontos que possam provocar crises e levar o uso;

03.- Minimizar: os problemas causados pelo dependente argumentando que existem problemas maiores; “Ele não é tão mau assim”. As coisas vão melhorar quando...”

04.- Racionalizar: os fatos defendendo o comportamento inadequado;

05.- Proteger: o dependente das conseqüências que virão de seu comportamento impedindo assim uma crise que poderia obriga-lo a se tratar; a imagem do mesmo, ele da dor e a mim mesmo da dor;

06.- Esperar: que a situação melhore, “é só uma fase”;

07.- Não falar: sobre qualquer sentimento, atitudes, valores ou medos, qualquer assunto que ameace o falido equilíbrio da família;

08.- Tranqüilizar: os próprios sentimentos, para evitar problemas através de tranqüilizantes, comida e trabalho;

09.- Culpar: criticar, fazer sermões etc.

10.- Sentir-se superior: Tratando o D.Q. como uma criança, não o deixando tomar decisões;

11.- Controlar: Deixar de participar de eventos ou encontros de amigos para estar próximos dele e vigiá-lo: “Que tal não irmos à festa da Companhia este ano?;

12.- Agüentar: A vergonha, a raiva, o medo: “Isso também vai passar”;

13.- Guardar: Seus sentimentos dentro de você;

CARACTERÍSTICAS DA CO-DEPENDÊNCIA

· É guiado por uma ou mais compulsões;

· É compelido e atormentado pelo jeito como as coisas eram na família disfuncional de origem;

· Sua auto- estima(e muitas vezes a maturidade) é muito baixa;

· Tem certeza de que sua felicidade depende dos outros;

· Do mesmo modo se sente responsável pelos outros;

· Seu relacionamento com o cônjuge ou os pais é desfigurado pelo instável desequilíbrio entre dependência e interdependência;

· O co- dependente é um mestre da repressão e da negação;

· Se preocupa com coisas que não pode mudar e é bem capaz de tentar muda-las;

· Sua vida é pontuada de extremos, nada é suficiente;

· Para finalizar, está sempre procurando por alguma coisa que falta em sua vida.

As dificuldades e problemas dos Dependentes Químicos não são apenas eles, naturalmente e progressivamente os que convivem com eles passam a fazer parte do círculo, se torna a doença da família chamada de Co- Dependência. Não existem famílias iguais, mas os sintomas, sentimentos e comportamentos são semelhantes. Existe uma diferença entre o Dependente e o co- dependente, o familiar não está anestesiado pela droga/ álcool, mas, pode se tornar dependente de tranqüilizantes/ anti-depressivos.

T.R.E. - Terapia Racional- Emotiva

Foi elaborada por Albert Ellis. Consiste em mostrar que circunstâncias externas não podem fazer com que as pessoas se sintam mal, baseia-se na idéia de que os pensamentos provocam o que sentimos. Geralmente se pensa que os sentimentos/emoções são reações automáticas a situações isoladas. Normalmen-te colocamos as reações e emoções desagradáveis como responsabilidade de si-tuações ou pessoas, Mas não são as situações e sim os pontos de vista de cada um que perturbam as pessoas.

Exemplo:

Cada pessoa reage de maneira diferente para o que vê. A crença que uma pessoa tem em relação a alguma coisa é que vai criar a reação emocional.

Uma pessoa é cutucada no elevador, fica com raiva, mas quando vê que se trata de um cego muda o sentimento e reação.

Uma mudança de idéias causou uma mudança nos sentimentos devido a processos inconscientes. As emoções(exceto as causadas por contato físico, drogas, hormônios) dependem do nosso ponto de vista. Sentimos da mesma maneira que pensamos. Há uma correspondência. Nossas ações geralmente(não em todos os casos), seguem nossos sentimentos.

PORTANTO: Pensar produz sentimentos que por sua vez dá origem a atos.

Pensamentos baseados em superstições levam a sentimentos e atos que causam problemas. Tais pensamentos quando são praticados por muito tempo, dão origem a emoções e comportamentos que geralmente são chamados de NEURÓTICOS. O objetivo do aconselhamento racional é de ensinar as pessoas a reconhecer o que é impreciso ou incorreto em sua maneira de pensar e de ajudá-la a alcançar uma visão mais realista de si mesma e do seu ambiente.

A terapia racional - emotiva é muito simples mas exige prática para que funcione, antes acreditava-se que acontecimentos geravam sentimentos e ações:

A B

Acontecimento Sentimento =

conseqüência

A T.R.E. nos diz que podemos escolher o modo de interpretar ou pensar, ou seja, as nossas crenças e convicções.

A ----------------------------------- B ---------------------------------- C

Acontecimento Crença Sentimento =

Conseqüências

no comportamento/ações

Vamos observar agora como fica este A-B-C da T.R.E:

A - Acontecimento: fato ou situação problemática que lhe está causando sentimentos perturbadores.

B - Crenças: o que se pensa. Como deveria ser a situação, ou que diz dela a si mesmo(egocentrismo)

C - Sentimentos: o que se sente da situação por causa da crença e como reage por causa dela.

Exemplo da T.R.E. da raiva:

Um adolescente foi abandonado pela namorada que arrumou outro. Ele ficou com raiva, deprimido e quis se matar. Quando o terapeuta lhe perguntou as opiniões sobre a situação, ele respondeu; “Não é justo que ela tenha feito isso, não agüento ser tratado assim, ela não tem o direito, depois de tudo o que eu fiz por ela. Gostaria de me vingar, voltar com ela e deixá-la na mão. Não consigo ficar bem, quem gosta de ser rejeitado. Sinto-me completamente sem valor.

O ABC fica assim:

A) FATO – fui rejeitado

B) PENSAMENTO – não agüento – ela não tem o direito – não deveria ser assim – quero me vingar – sou um rejeitado – não valho nada.

C) SENTIMENTOS – sinto-me deprimido, com raiva, que não presto, chorei, não comi, ameacei me matar, não fui à escola e briguei com meus pais.

Essas crenças acima exemplificam o pensamento irracional e levariam qualquer um que tenha convicções semelhantes a ficar bem perturbado. Como é complicado perceber que estas idéias são irracionais e baseadas mais na opinião do que em fatos.

Idéias que podem causar problemas:

Exageros pouco realistas: é terrível, é horrível, catastrófico

Cobranças, exigências: deve ser, não deve ser, tem que ser

O problema é o pensamento que está por trás

Acrescentando as outras letras: D-E-F-G temos:

D - Questionamento: auto - critica, desafio dos pensamentos perturbadores, as exigências: Quem disse que ele não tem o direito, ele não é minha propriedade; porque não deveria ser assim? Não é tão terrível assim. Porque as coisas tem que ser como eu quero que sejam?

E - Objetivos reais: o que gostaria de ver acontecer? O que se quer? Elaborar uma lista para orientar uma ação de mudança.

F - Opções construtivas: por meio das quais se alcançará seus objetivos. Fazer uma lista para escolher as mais possíveis de executar, as mais próximas de sua realidade.

G - Colocar em prática: selecionar uma opção e agir de acordo com ela.

Exemplo da T.R.E. do perfeccionismo:

O mecânico que cometia erros por esquecimento e se sentia inferior:

A) Fato - Cometeu um erro, esqueceu de trocar o óleo( provocou raiva no cliente e no chefe)

B) Pensamento – É horrível ter cometido um erro, não deveria ter feito isto fiz uma besteira, sou um idiota.

C) Sentimento – Mágoa, sensação de inferioridade desvalorização. O que passou pela cabeça dele: ”Meu Deus, esqueci do óleo, mais uma mancada, como pude esquecer de algo tão simples, sou um imbecil.”

A situação se resolve com o D:

D) Por que é tão horrível cometer um erro? Por que eu não deveria ter errado? Por que errar me torna um estúpido ou idiota?

A resposta lógica, sensata, racional é o E:

E) Não é tão horrível – é frustrante pois ninguém gosta de errar, mas não vamos fazer disso uma coisa horrível

É melhor que eu não erre, mas nada prova que eu não possa de jeito nenhum errar, afinal sou humano. Errar não faz de mim um idiota, só na minha cabeça. Eu acredito que se errar sou um imbecil, mas nada me torna isso. Em vez de me culpar, seria melhor usar a energia para se possível corrigir meus erros e estar mais atento.

OBS: Desistir de idéias irracionais pode ser difícil, pode parecer que o pensamento racional não funciona de forma alguma, que embora você desafie os terríveis e os tem que ser, você permanece com raiva, deprimido, ansioso, etc. Mas trata-se de superar hábitos de pensar errado e a tendência em si de pensar incorretamente. Com a prática você não vai ficar aborrecido por muito tempo

Elabore um honesto inventário no papel, procure junto com alguém avaliar situações passadas em que ele sentiu raiva, culpa, vergonha, ressentimento ( emoções básicas que mais incomodam) aprenda a se utilizar da TRE, com exercício torna-se automático.

RESUMINDO:

Sentimentos perturbadores vem de idéias perturbadoras;

Você permanece aborrecido porque repete para si mesmo idéias perturbadoras;

Esforço consciente e trabalho te ajudarão a superar essas idéias. Seu questionamento deverá ser constante, arrancando idéias irracionais pela raiz e substituindo-as por idéias racionais, construtivas e sensatas.

Facilitação

Comportamento que mesmo vindo com boas intenções protege o D.Q. das conseqüências do uso do químico contribuindo com a progressão da doença; exemplos:

01.- Negar: de que o uso da droga/álcool seja um problema primário, “Ele/ela não é um D.Q.”;

02.- Evitar: problemas ou confrontos que possam provocar crises e levar o uso;

03.- Minimizar: os problemas causados pelo dependente argumentando que existem problemas maiores; “Ele não é tão mau assim”. As coisas vão melhorar quando...”

04.- Racionalizar: os fatos defendendo o comportamento inadequado;

05.- Proteger: o dependente das conseqüências que virão de seu comportamento impedindo assim uma crise que poderia obriga-lo a se tratar; a imagem do mesmo, ele da dor e a mim mesmo da dor;

06.- Esperar: que a situação melhore, “é só uma fase”;

07.- Não falar: sobre qualquer sentimento, atitudes, valores ou medos, qualquer assunto que ameace o falido equilíbrio da família;

08.- Tranqüilizar: os próprios sentimentos, para evitar problemas através de tranqüilizantes, comida e trabalho;

09.- Culpar: criticar, fazer sermões etc.

10.- Sentir-se superior: Tratando o D.Q. como uma criança, não o deixando tomar decisões;

11.- Controlar: Deixar de participar de eventos ou encontros de amigos para estar próximos dele e vigiá-lo: “Que tal não irmos à festa da Companhia este ano?;

12.- Agüentar: A vergonha, a raiva, o medo: “Isso também vai passar”;

13.- Guardar: Seus sentimentos dentro de você;

CARACTERÍSTICAS DA CO-DEPENDÊNCIA

· É guiado por uma ou mais compulsões;

· É compelido e atormentado pelo jeito como as coisas eram na família disfuncional de origem;

· Sua auto- estima(e muitas vezes a maturidade) é muito baixa;

· Tem certeza de que sua felicidade depende dos outros;

· Do mesmo modo se sente responsável pelos outros;

· Seu relacionamento com o cônjuge ou os pais é desfigurado pelo instável desequilíbrio entre dependência e interdependência;

· O co- dependente é um mestre da repressão e da negação;

· Se preocupa com coisas que não pode mudar e é bem capaz de tentar muda-las;

· Sua vida é pontuada de extremos, nada é suficiente;

· Para finalizar, está sempre procurando por alguma coisa que falta em sua vida.

As dificuldades e problemas dos Dependentes Químicos não são apenas eles, naturalmente e progressivamente os que convivem com eles passam a fazer parte do círculo, se torna a doença da família chamada de Co- Dependência. Não existem famílias iguais, mas os sintomas, sentimentos e comportamentos são semelhantes. Existe uma diferença entre o Dependente e o co- dependente, o familiar não está anestesiado pela droga/ álcool, mas, pode se tornar dependente de tranqüilizantes/ anti-depressivos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aspectos Físico - Mental- Espiritual

FÍSICO:A compulsão”, uma vez usada a primeira dose o dependente não consegue parar de usar, como é uma doença progressiva, deve ser estacionada, do contrário piorará, podendo levar o D.Q. à morte por falência orgânica, fraqueza imunológica, acidentes ou suicídio. O aspecto físico foi identificado em quatro estágios:

1- “Aprendizagem/ Namoro”- O uso começa como diversão ou recomendação médica. Muitas pessoas não experimentam sensações ou conseqüências negativas, embora muitos outros vão começar a perceber que o efeito inicial só será alcançado aumentando a dose e a freqüência do uso;

2- “Buscar mudança de humor”- Nesta fase ele já relacionou o uso da droga/álcool/tranqüilizantes com o “se sentir melhor”; a falta de informação somada a negação de que algo está errado o leva a buscar a próxima dose que o fará se sentir bem; os neurotransmissores Dopamina e Serotonina são responsáveis pela sensação de bem estar e prazer. Em experiências normais como: diversões, comer, sexo, esportes, etc., a Dopamina/ Serotonina são captadas por receptores em uma ação chamada “Sinapse”. Quando termina o prazer elas são recolhidas nos terminais de neurônios de onde vieram. Quando drogas estimulantes ou calmantes são ingeridas elas atingem todas as áreas do cérebro, mas se concentram nos locais ricos destes neurotransmissores, daí que vem as sensações do drogado. Mas no caso dele o acesso de retorno é fechado, como não tem como voltar eles se acumulam nos receptores aumentando o prazer até o êxtase. Com a freqüência de uso vem a tolerância e o cérebro se torna prisioneiro deste prazer. Os outros métodos não funcionam mais e a dependência química está instalada, mas o prazer do químico se torna se torna o prazer temporário de evitar o sofrimento da falta, o consumo não é mais pelo prazer e sim para evitar a dor, e assim os neurônios vão se queimando.

3- “Dependência negativa/prejudicial”: É o momento da perda de controle, começam as crises conjugais e/ou familiares, no trabalho, os amigos se afastam, e começam as falsas promessas que não se consegue cumprir;

4- “Dependência crônica”: instalada a partir do momento em que ele precisa usar para se sentir normal afastando os sintomas de ansiedade, medo e síndrome de abstinência, neste momento a negação se torna violenta e agressiva.

MENTAL: A obsessão”, a mente seletiva o leva ao auto engano dizendo que será apenas uma vez, que pode parar quando quiser e assim por diante; chega inicialmente no 2.º estagio sorrateiramente se instalando e se tornando crônica no 3.º estagio, a mente só consegue trabalhar em função de conseguir a próxima dose. Por este motivo não se deve ter tempo ocioso, em N.A. se diz “o adicto sozinho esta mal acompanhado”, pois a mente começa a arquitetar planos para ter seu “prazer”. Usa para viver e vive para usar, o que a torna incurável

ESPIRITUAL: O Egocentrismo, o mundo gira ao meu redor, tudo tem que acontecer do meu jeito, me considero superior aos outros o que me afasta das pessoas. Por este motivo não consigo conviver com as outras pessoas, meus interesses são outros e visam meu prazer. Isso me leva ao isolamento, o que torna a doença fatal pois me leva a usar mais para anestesiar o sofrimento

LUTO – LIDAR COM A PERDA E A NEGAÇÃO

(Dra Elizabeth Kubler-Ross/Peter MacDonald - Luto – Hazelden)

Quando se entra verdadeiramente no primeiro passo(“Admitimos que somos impotentes perante a adicção e que perdemos o controle de nossas vidas”), percebe-se que ele trata simplesmente da aceitação da perda.. Admitir a impotência é aceitar a perda de poder sobre o eu e o mundo. Talvez seja útil saber que a qualquer tipo de perda se seguirá inevitavelmente o luto. Ele acompanha a perda seja ela grande ou pequena. É bom saber que o luto passa por várias fases e que quase sempre termina pela aceitação da perda.

As perdas associadas ao luto são muitas. Vejamos:

· A própria substância: seja a droga, o álcool, ou outras compulsões, a garrafa(ou o que seja), é uma velha amiga de quem muitas vezes se depende para afastar o “sofrimento”, para ajudar a sentir que se controla a situação e ter melhor opinião sobre si mesmo. De repente ele fica sem sua muleta e pensa que terá que agüentar tudo sozinho sem qualquer tipo de ajuda;

· Os amigos: quando se para de usar simultaneamente deixa de lado um velho círculo de amigos. Podem ser vizinhos ou colegas de trabalho, ou até mesmo membros da família que continuam a beber ou usar. Da mesma forma, se beber ou usar acompanhava os esportes ou outras atividades sociais, poderá ter que colocar de lado estas atividades durante algum tempo, se participar puder colocar em risco a recuperação, os membros co-dependentes(aqueles que tentaram controlar o comportamento do adicto ou das outras pessoas e perderam o controle do próprio comportamento), poderão continuar com estas atividades ou optar por abandoná-las por algum tempo;

· Uma relação íntima: caso esteja terminando, com freqüência se perde não só esta pessoa, mas todo um grupo de amigos e conhecidos, incluindo os membros da família que se deixa de ver e os lugares que costumavam freqüentar, deixar amigos e ativida-des cria um grande espaço de tempo vazio durante o qual se sentem normalmente bastante sozinhos, e isso não é bom;

· A auto imagem e a auto estima: Sob a influência do químico, o adicto acreditava que cuidava bem de sua família, que era responsável e carinhoso, pensava que controlava as situações e que a bebida ou o uso não os prejudicava ou aos que estavam ao redor. Mas quando toma a decisão de parar, começa a tomar consciência de que não era esse o caso e sim que não tinha o controle sobre a adicção ou as situações. Tomar consciência disso constitui um terrível golpe para a maioria e destrói a auto-estima e as ilusões a seu respeito;

· Emprego: Muitas vezes o uso foi a causa da perda de um emprego(ou mesmo de uma série de empregos).Isto pode ser uma perda extremamente difícil se o sentimento de identidade dependia deste emprego. Para muitos, uma grande parte da auto-imagem está associada ao que se faz para ganhar a vida;

· A família: Em outros casos, muitos como conseqüência de usar perde alguém através de uma separação ou de um divórcio. O papel de esposa, marido, pai, mãe é importante para todos e dá sentido às vidas de todas as pessoas. Às vezes, as pessoas mais novas perdem os pais por causa de sua própria dependência ou da de um dos pais, o que pode de qualquer maneira ser uma perda aterradora. Desempenhar o papel de criança proporciona segurança, perder este papel os obriga a se transformar em qualquer coisa nova – adulto, responsável, independente. Isso pode se tornar assustador.

Finalmente e talvez o mais importante, podem ter perdido a sua razão de viver se tiverem vivido para usar, para serem pais ou para contribuírem de qualquer forma através do trabalho(quer seja em relação à família, empresa ou à sociedade), e perderam quaisquer destas coisas por causa da doença, perde-se então a razão de viver e se não tiverem uma razão para viver morrem. O processo do luto é uma resposta saudável a uma situação de perda e é dividido em cinco estágios, é fácil ficar preso em qualquer uma destas fases e este processo serve tanto para a negação quanto para qualquer uma das outras fases, seja a raiva, a dor/desespero/depressão, negociação ou aceitação:

OS CINCO ESTÁGIOS DO LUTO PARA A ACEITAÇÃO

1 - Negação: Ela é um amortecedor psicológico que protege contra os conhecimentos ou sentimentos contra os quais ainda não se está mental, emocional ou espiritualmente preparados para lidar. Lembre de quando soube que alguém morreu e disse: “Não acredito!” Isto é negação e pode durar instantes ou anos, até dizer: “Pronto, aconteceu. É real. e agora, como é que me sinto? O que é que vou fazer agora?” Existe uma relação entre a importância da pessoa ou da coisa que se perdeu e o grau da negação. Quanto maior tiver sido a dependência daquilo que se perdeu maior será a negação. Por isso a determinada altura torna-se decisivo encarar a realidade e parar de negar a impotência, fazer o primeiro passo, e admitir(ainda que não necessariamente o aceitando logo)a impotência.

2 - Raiva: Alguma vez aconteceu de ficar com raiva quando perdeu alguma coisa e não conseguiu encontrar? Isso faz parte do luto. Parecemos impotentes quanto a nossa capacidade de localizar o objeto perdido ou aceitar a morte de alguém próximo a nós. Passa-se exatamente o mesmo com a dependência química. Os faz ficar pura e simplesmente furiosos com o fato de não poderem controlar o próprio comportamento e os próprios sentimentos ou os dos outros. ”Só uma bebida antes de voltar para casa” costumam dizer, e quatro horas depois estavam bêbados como um boné velho ao fechar o bar. Na manhã seguinte, ficavam cheios de raiva por serem de tal forma impotentes perante a bebida. E os co- dependentes que estavam em casa, conjugues, e crianças, esperando, ficam furiosos porque, o que quer que se faça, por mais que os amem, os conjugues ou os pais continuam a beber. O problema com a raiva é que se pode tornar muito destrutiva se não for expressa de maneiras saudáveis. Pode se transformar num ressentimento amargo e levar a beber ou usar para fugir desse sentimento. Recalcada pode recair sobre os membros da família ou manifestar-se no trabalho, e o comportamento fica fora de controle. Pode conduzir à violência física. Pode transformar-se em depressão(raiva de si mesmo) e levar ao desespero ou até ao suicídio. Por isso é vital admitir que a sente e exprimi-la.

3 – Dor/desespero/depressão: Representam situações seguras que se cria, ocasiões em que se permite estar triste. Ajuda a exprimir os sentimentos profundos que se tem a respeito da perda. Muitos adictos falam de sua droga de preferencia como de um velho amigo: “O meu maior amigo era a garrafa”. É uma afirmação que se ouve com freqüência, quando se perde esse amigo se sentem triste. Com a dor vem também o desespero, é assustador perder alguém ou alguma coisa de que se tornou dependente. Acaba-se por desesperar da própria vida e desistir desejando a morte, é um sentimento de grande solidão e sem esperança. Um dos problemas com a dor é que tal como a raiva, pode se tornar destrutiva. Pode-se facilmente cair numa armadilha e começar a sentir pena de si mesmo. Muitas vezes a auto piedade, a menos que se faça qualquer coisa para a resolver, conduzirá diretamente a bebida ou ao uso. ou pode fazer voltar à uma relação destrutiva da qual se tem estado a se libertar.

A dor pode também levar à depressão que pode imobiliza-lo e o fazer sentir-se completamente desamparado. Nem sequer quer sair da cama pela manhã, não consegue dormir ou então dorme todo o dia, ela pode levar também a pensamentos ou ações suicidas. Chorar é saudável e é uma boa forma de expressar a dor. É uma forma de tratamento e de limpeza. No entanto, para certas pessoas chorar pode ser difícil. Mas chorar representa o reconhecimento e a crescente aceitação da impotência, e portanto, da humildade. Chorar é saudável.

4- Negociar: É a tentativa desesperada para manter o controle, para conseguir que as coisas corram como se quer. Tentar controlar o uso é negociar: “Se eu beber só uma ou duas bebidas provo que me controlo, e portanto que não sou impotente”. “Se eu beber só nos fins de semana, isso significa que não sou impotente. Portanto posso beber”. Ou uma esposa pode dizer: “Bem, o convenci a não tomar outro copo, isso quer dizer que devo ter alguma influência sobre ele quanto ao seu uso”. Negociar impede de enfrentar a realidade e desta maneira é uma forma de negação também. Até certo ponto é bom pois ajuda a realmente descobrir se controla ou não alguma coisa. Mas também se torna destrutivo se lhe for permitido permanecer nele por muito tempo pois separa da realidade da perda. Deixa uma ilusão de que ainda se tem o controle e impede de alcançar a fase final do processo do luto.

5- Aceitação: Esta é a fase final do processo, o objetivo do luto. Tendo passado pela negação, raiva, tristeza e negociação chega-se à aceitação da perda que ocorreu. Aceita-se que é impotente e que não é a pessoa que pensava ser. Tendo feito o luto, pode aceitar a perda do poder, e seguir sua vida, o que é precisamente aquilo que os doze passos querem dizer. Encontra-se a paz e a serenidade, chega-se a um acordo com a realidade. Não precisa de fé para admitir que é impotente, mas precisa dela para aceitar a impotência. A fé é o antídoto do medo, se tiver fé que, aconteça o que acontecer acabará ficando bem, não se tem nada a temer. Pode-se aceitar o estado de impotência sabendo que alguém ou alguma coisa cuida de si, é aqui que entra o segundo passo. “Tendo admitido que somos impotentes viemos a acreditar num poder superior a nós, tornando-nos assim capazes de aceitar a nossa impotência. Podemos então fazer o terceiro passo e pedir ajuda. Tudo está interligado.”

Quer se esteja apenas começando a se recuperar da adicção ou de outro tipo de dependência ou mesmo se encontre a vários anos num programa de doze passos, o luto é uma coisa que todos enfrentam ao longo da vida. A perda e o luto subsequente fazem parte da vida e não há como fugir deste fato. O décimo segundo passo diz que “temos que praticar estes princípios em todas as nossas atividades”. Estas atividades podem ser às vezes as perdas que se tem que enfrentar. E uma delas, senão a mais importante, é a perda da sobriedade que muitos lutam tanto para conquistar.

O princípio da recuperação – Os seis estágios

A recuperação e a posterior transformação podem até parecer complexas, mas não são e existem três princípios básicos para a busca.

1-A admissão total e completa do primeiro passo- reconhecer que é portador de uma doença biopsicossocial e que ela pode ser progressiva, incurável e fatal. Esta doença prejudica sua habilidade para controlar o uso do químico e viver produtivamente; uma vez instalada, leva o indivíduo ao descontrole total de seus atos e as conseqüentes derrotas do emocional, espiritual e físico.

2-Uma das doze tradições diz que o principal requisito é o desejo sincero de parar de usar. Este é outro dos princípios, a abstinência total e absoluta. A fase aguda da abstinência pode durar até 15 dias nos casos mais crônicos, mas na fase demorada existem problema ou seqüelas que podem levar até dez anos para serem resolvidas devido ao trauma que causaram. Para o químico sair completamente do organismo pode- se dizer que é preciso um prazo de cinco anos, tempo necessário para a renovação do sangue, no entanto, muitos consultores pregam que na realidade pode-se levar até sete ou oito anos, e os problemas mais sérios até dez anos, dependendo muito da vida que se leva. Uma vida sedentária leva mais tempo do que se tivesse uma vida saudável com dieta, exercícios e relaxamento.

3-O último princípio, como pregam Gorski e outros, é o mais difícil, pois envolve muito os sintomas da Síndrome da Abstinência Demorada- (SAD) É simplesmente a vivência dos passos, principalmente do décimo: admitir e aceitar um programa diário de recuperação que dará apoio para crescer passo a passo um dia de cada vez, “só por hoje”. É todo um trabalho progressivo. Existem pessoas que sofreram tanto que se tornaram paranóicas e, ao menor sinal de deslize, se apavoram, gerando assim mais stress.

O processo de recuperação é evolucionário. Isto significa que é um processo de crescimento e desenvolvimento que progride de tarefas básicas para outras mais complexas. Esta progressão começa com a abstinência(aprender como parar de usar), depois para a sobriedade(aprender como lidar com a vida sem usar), depois para uma vida confortável(aprender a viver confortavelmente enquanto em abstinência),depois para uma vida produtiva(aprender como construir uma maneira de viver sóbrio significativa).

Este processo tem seis períodos de evolução, cada um com objetivos principais.

Período de evolução Objetivo

1. Pré tratamento Reconhecer a adicção.

2. Estabilização Lidar com a crise de abstinência.

3. Recuperação inicial Aceitação de como lidar com a vida sem químicos.

4. Recuperação média Vida equilibrada.

5. Recuperação final Mudança de personalidade.

6. Manutenção Crescimento e evolução.

Este é o Modelo de Recuperação Evolucionário (MRE) e ele sugere que uma recuperação com sucesso depende de se completar tarefas específicas de recuperação em uma certa ordem. Conclusão, em primeiro lugar em uma escala progressiva deve-se aprender a parar e pensar antes de agir, lidar com os problemas e dificuldades sem usar e se colocar produtivamente à vontade para reconstruir a sua vida sem riscos. Muitos ao estarem com poucos meses sem usar tem a tendência de pensar que podem usar outra vez sem perder o controle, lembram apenas do prazer e esquecem a dor. Duas pessoas não se recuperam da mesma forma, a recuperação é um processo muito pessoal, e, por este motivo, deve-se usar sempre um modelo básico adaptado á realidade de cada um.

O período de pré- tratamento

O objetivo principal desta período é reconhecer a presença da adicção. Reconhecer que perdeu a habilidade para controlar o uso e que não é mais um usuário normal. Neste período aprende-se pelas conseqüências do comportamento que não se pode mais usar. Isto acontece quando se tem problemas devido ao uso, quando se tornam mais severos tenta a troca ou negociação, do whísky para o vinho e depois para a cerveja, da cocaína para a maconha e assim por diante, quando isto falha tenta-se parar para provar que consegue controlar e finalmente a derrota é admitida. Isso pode acontecer depois também, no caso de alguém ser obrigada a um tratamento devido a dirigir embriagado antes de aceitar que a bebida é um problema. O reconhecimento da adicção no caso vem como resultado do tratamento.

O período de estabilização

Durante a estabilização o objetivo maior é reconquistar o controle do processo de pensamento, julgamento e comportamento. Não estará estabilizado enquanto não for capaz de pensar claramente, identificar e reconhecer sentimentos, lembrar de coisas, exercer julgamento e controle do comportamento. Também envolve a administração de problemas físicos e psico-sociais que podem ameaçar a recuperação inicial.

O período de recuperação inicial

Neste período o objetivo principal é aceitar a doença da adicção e aprender como funcionar sem drogas ou álcool. Este período repousa muito sobre um programa de recuperação estruturado que protege de stress excessivo da vida no dia a dia. Um programa de recuperação estruturado permite que aconteça um período de cura física. Um programa de nutrição apropriado e administração do stress devem ser estabelecidos para dar alívio aos sintomas da SAD. Este programa cria um ambiente que dá condições ao adicto a sua família a educar-se sobre a natureza e severidade das estruturas da adicção e co- dependência. O objetivo é ensinar a viver tão normal quanto for possível com o uso de um programa de recuperação. Uma vez que esta recuperação inicial ocorra, abstinência total, sobriedade e uma vida produtiva podem ser mantidas com um programa de recuperação menos restritivo que o que exige durante a estabilização e a recuperação inicial.

O período de recuperação médio

Neste período o objetivo é a mudança no estilo de vida. Uma vida centrada na adicção, um estilo de vida que precisa do uso de químicos para lidar com stress que resulta da adicção. No início da recuperação esta maneira de viver foi substituída por um programa estruturado, desenvolvido pelo pessoal do tratamento, te ajudando a começar a recuperação. No meio da recuperação o desafio é desenvolver gradualmente uma maneira normal e equilibrada de viver. Estando bem e saudável, trabalhando a aceitação da adicção, começa a estabelecer uma estrutura de vida normal, ao invés de focalizar sobre não usar, focaliza sobre uma vida normal, trabalho e família. É difícil pois é típico que estabeleça uma vida centrada na adicção embora esteja abstinente, isto é acompanhado pelo uso de outras adicções comportamentais no lugar da adicção original.

Uma vida equilibrada envolve um programa de recuperação ativo e menos intenso que no inicio da recuperação. Inclui atividades da recuperação, de família, e sociais com a família e amigos, tempo para auto- desenvolvimento e recreação, para exercícios próprios e dieta. Lidar com o stress e com as adicções substitutas são assuntos importantes para o meio da recuperação.

Período de recuperação final

O objetivo principal deste período é a mudança de personalidade pela evolução de uma saudável auto estima, a capacidade para relações íntimas saudáveis e a habilidade de viver feliz e produtivamente.

É o momento de avaliar valores pessoais; crenças sobre o ser, os outros e o mundo, estruturas de vida auto destrutivas, habilidade nos relacionamentos e intimidade. Se você não tem a vida que gostaria, o final da recuperação é o momento de reestruturá-la. Algumas pessoas em fase final de recuperação não apresentam muitos problemas e nem sofrem a recaída. Elas vieram de lares funcionais. Na infância desenvolveram crenças e valores saudáveis e aprenderam estratégias para lidar construtivamente com a vida. Suas adicções interferiram com sua habilidade de viver produtivamente, para elas recuperação significa reabilitação, voltar a um nível prévio de saúde e bem estar.

Outras pessoas em recuperação não são tão felizes. Cresceram em famílias disfuncionais ou adictivas, começaram a usar tão cedo que o crescimento emocional e o desenvolvimento foram detidos. Nunca tiveram crenças normais saudáveis e atitudes sobre a vida e como viver, muitos desenvolveram problemas emocionais não relacionados a suas adicções que resultaram em incapacidade para conseguir conforto e significado na sobriedade.

É necessário para resolver estes assuntos relativos à infância ou adolescência analisar cuidadosamente com a ajuda de terapeutas habilitados as dinâmicas das famílias em que o adicto cresceu. Precisa identificar as crenças erradas que desenvolveu e que agora estão interferindo com uma sobriedade confortável e significativa. É necessário tomar decisões para mudar como você pensa e age em resposta aos desafios diários e aos problemas.

Quando a maneira de viver é estabilizada, começa-se a querer um pouco mais, pode ser um momento perigoso porque a personalidade adictiva pode querer levar a uma maneira de viver dependente e o propósito da vida não é escapar da realidade. Quando queria viver pela via rápida ele sabia como conseguir a gratificação imediata. Para viver uma vida mais completa precisa fazer mudanças que podem ser temporariamente dolorosas

O período de manutenção

O objetivo aqui é uma vida sóbria e produtiva. Isto envolve manter um programa de recuperação efetivo. Identificar sinais de aviso de recaída, resolver os problemas diários e uma vida produtiva. A adicção é uma doença crônica que nunca termina. Uma pessoa em recuperação precisa manter uma vida centrada na sobriedade que dá condições de lidar com o stress, resolver os problemas e manter como prioridade a honestidade nos relacionamentos pessoais. Deve também ter consciência do potencial adictivo e evitar com cuidado adictivos químicos e comportamentos compulsivos.

Barreiras da recuperação

1- Negação- De que esteja usando, abusando ou trazendo problemas sejam nos estudos, relacionamentos ou no trabalho se manifestando:

1-a- Como racionalização, ou seja, encontrar desculpas para se justificar, principalmente a si mesmo:

-“Se tivesse que suportar a pressão que eu encaro, você tomaria algumas também”

-“Minha vida conjugal (esposa e eu) não está bem. Por isso que eu bebo”.

1-b- Como minimização: negando a progressão da doença para si e para o outro:

-“Tomo só dois drinques no fim da tarde”, (mas não fala que são duplos e que o final da tarde começou depois do almoço.)

-“A cocaína não é um problema que me atrapalha, só uso nos fins de semana”,

(mas não diz que lhe custa mais do que ganha ou os riscos que corre.)

2-A visão do túnel- Nela, as necessidades pessoais do uso impedem que o dependente químico perceba a destruição que está deixando em seu caminho; como se estivesse usando uma viseira. O dependente químico tem como objetivo primordial a droga a qualquer custo, não importando a que preço, a quem possa ferir m seu caminho ou o que possa destruir, inclusive os perigos no caminho. Na visão de túnel ele apenas vê a luz que existe no final, e para ele essa luz simplesmente é um trem vindo de frente.

3- Blecautes provocados pelo inconsciente:- São as lembranças dolorosas que o consciente não quer lembrar; a culpa, o remorso e a vergonha crescem de tal maneira que despertam a raiva de si mesmo, mandando a memória dos acontecimentos para o inconsciente. Nem todos os dependentes químicos experimentam esta sensação, mas conforme a doença vai progredindo as chances aumentam.

4- Círculo do Perfeccionismo X Químico:- Quando sai de um tratamento, geralmente, ele quer fazer tudo o mais perfeito possível, compensando comportamentos inaceitáveis durante a ativa. Começando a perceber os valores perdidos, surgem os remorsos, ressentimentos, culpa, medo. Não se permite errar. Sonha alto demais com realizações que não tem como concretizar, se não estiver consciente cria um círculo vicioso:

1- Recuperação

(internação)

6- Comportamento 2 - Metas inatingíveis

5- Busca de satisfação

química (alívio da dor) 3- Provável

fracasso

4- Frustração

5- Projeção- Tirar a atenção de si, negando uma situação real, culpando os outros, o que não é aceitável emocionalmente para ele, é atribuído aos outros.

6- Mito do tudo ou nada- É a rigidez de pensamento. Por exemplo, “um pedaço de bolo não é o suficiente, eu quero tudo”. Procurar ser mais flexível, porque senão, ao tentar solucionar problemas, quase sempre acontecem fracassos. Com isso, perde a confiança em si mesmo, se torna hipersensível à críticas, não aceita regras e todos o rejeitam.

7- Paralisia da solidão- Esta fase é muito difícil, ele se torna tão solitário, que fica paralisado para ter qualquer iniciativa. Fica deprimido, apático, sem esperança, não tem vontade de viver. Apesar de muitos dependentes químicos parecerem ser o centro da festa, na realidade, seus relacionamentos são bastante superficiais. O nível de contato vai caindo, se restringindo apenas a amigos da ativa. Se isola cada vez mais dos outros.

Cinco obrigações para a recuperação

1- Conhecer a doença, a sua evolução e sintomas

2- Conhecer os problemas que ela acarreta para si e para a família

3- Conhecer alguns sintomas que podem acontecer quando parar de usar

4- Saber o que fazer para ficar sóbrio

5- Ter um programa de vida com disciplina e prevenção a possíveis recaídas

Abaixo, alguns sintomas que acontecem normalmente ao parar

(logo após e, até, alguns meses depois)


- fadiga

- sonhos, pesadelos

- enjôos

- irritação da pele (cravos, coceiras)

- pés frios, arroxeados

- lapsos de memória

- angústia

- irritabilidade

- sensação de sofrimento profundo

- emoções descontroladas

- oscilações rápidas de humor

- dores de cabeça

- aumento de energia e disposição

- aumento de apetite (é muito importante ter uma nutrição balanceada até um ano e meio depois)

- melhor paladar

- aumento de cabelo

- atividade sexual recuperada vagarosamente